Uso interno YouX · briefing preparatório para a reunião com a Transpetro · base documental: workspace Transpetro-demo, you_reqs 0.1.5
VyvaBriefing · reunião Transpetro
Briefing executivo
A especificação antes do código — a partir da fonte do cliente.
Tudo que você precisa para conduzir a conversa: o que a Vyva é, onde ela se diferencia das ferramentas de mercado, até onde ela vai, e o que o caso do TABG prova. Cada afirmação aqui tem lastro nos documentos do projeto.
27comandos instalados
18pacotes determinísticos
23evidências lidas do manual
5requisitos, todos prontos
22critérios de aceite
A tese em uma frase. A IA faz o julgamento — ler a fonte, separar sinal de ruído, escrever a regra. Um harness determinístico carimba o que não pode variar: identificador, proveniência, cobertura. O PO aprova antes de qualquer gravação. O que a fonte não afirma fica escrito como lacuna, em vez de preenchido por plausibilidade.
1
A ferramenta
A primeira pergunta que vão fazer é “o que é isso, exatamente”. A resposta curta evita que a conversa vire “mais uma IA”.
O que é
Um método instalado, não um SaaS
27 comandos que rodam dentro do Cursor, apoiados em 18 pacotes JavaScript que fazem a parte mecânica. Instala por script, versiona junto do projeto, trabalha numa pasta própria dentro dele.
Nada vai para serviço externo: o PDF confidencial é lido na máquina de quem conduz.
O que se vende
A especificação, com um PO alocado
O cliente leva regras com identificador, critério e origem; a lista do que a fonte não fecha; um protótipo para corrigir o entendimento; e a spec que o time executa.
Frase pronta: “Vocês não levam a ferramenta. Levam as regras prontas para construir, feitas com um profissional nosso.”
Entra
PDF, documento, planilha, protótipo anterior, issues e wiki existentes — e a conversa com o PO.
Sai
Catálogo de requisitos, protótipo navegável, spec de construção, texto de validação, wiki, issues e um relatório vivo.
Fica de fora
Imagem e PDF escaneado não fundamentam requisito. O código de produção não é escopo desta ferramenta.
Onde ela se posiciona no mercado
O consenso de 2025 e 2026
Pedir o sistema direto ao agente produz código que parece certo e erra a intenção. GitHub e Microsoft responderam com spec-driven development: a especificação vem antes e vira a fonte da verdade do humano e da IA.
Spec Kit (GitHub), Kiro (Amazon), Tessl. Birgitta Böckeler, no site do Martin Fowler, separa três níveis: a spec guia a tarefa, a spec continua viva para a feature, ou a spec é o único arquivo que o humano edita.
O que a Vyva faz de diferente
Essas ferramentas começam na intenção escrita pelo engenheiro, num repositório que já existe. A Vyva começa um passo antes: na fonte do cliente.
A spec nasce de evidência com origem e peso, não de prompt.
Ela continua viva: edição manual, protótipo e fonte nova se reconciliam.
O artefato intermediário é navegável — o cliente corrige olhando a tela.
A regra interna da YouX diz o mesmo em uma linha. Pergunta sem resposta deixa o sistema indefinido. Pergunta pulada faz a IA decidir. Pergunta respondida com clareza deixa a IA previsível. Humano completa lacuna com experiência; modelo completa padrão — e padrão vago sai plausível, não correto.
2
Como funciona
A parte de engenharia — o que distingue a Vyva de um prompt bem escrito.
Quem faz o quê
Camada
Faz
Nunca faz
IA
Lê a fonte como uma pessoa leria. Separa sinal de ruído. Agrupa por significado, funde duplicata, escreve o enunciado na voz da organização, sintetiza o critério, decide o recorte das telas.
Não cunha identificador. Não escolhe lado em conflito. Não inventa estrutura que o material não declara.
Harness
Cunha os identificadores. Liga a proveniência. Monta índice, PRD e registro de decisões. Calcula cobertura e o selo de pronto. Mesma entrada, mesma saída.
Não decide significado de negócio. Não resolve ambiguidade.
Portões
Sete checagens por fatia do protótipo. Critério só fica verde com veredicto de teste. Versão só publica com todas as perguntas fechadas.
Não deixa passar fatia sem rastreio. Não pinta de verde por navegação manual.
PO
Decide o recorte, responde a entrevista, aprova a consolidação, resolve conflito, autoriza o que vai para wiki, issue, demo e remoto.
Não opera git. Não decora comando: a porta /vyva escolhe a disciplina.
Por que isso importa para quem lidera tecnologia: o que varia entre execuções é a redação. O que o time depende — identificador, rastreio, cobertura — é determinístico. É o oposto de um chat em que cada rodada produz um artefato diferente.
O caminho de um caso novo
1
Fundamentação
Cada trecho relevante vira evidência com origem e peso. Fonte prioritária pesa mais.
2
Discovery
Agrupa por significado, nunca um trecho por requisito. Cada item sai com critério. Lacuna vira dúvida aberta.
3
Protótipo
Fatia por funcionalidade. Cada ação aponta o requisito. Sem tela: não atendido. Sem requisito: órfã.
4
Spec
Do código saem casos de uso, modelo de dados, matriz de rastreio e o relatório de honestidade.
5
Reconciliação
Requisito, protótipo e fonte nova se cruzam. Só a feature tocada regenera.
Sem material prévio, o passo 2 começa por uma entrevista guiada. Com a fonte na mesa, a entrevista encolhe para as lacunas.
Triangulação — por que a spec não envelhece
É justamente o buraco que a literatura aponta nas ferramentas de mercado: ninguém diz como a spec se mantém depois da primeira rodada.
Não é uma fila. São três cantos, e o protótipo é saída e fonte: se o PO mexe na tela, esse diff volta como evidência. Por baixo, um merge de três vias — mesma mecânica do git, com requisito no lugar da linha.
Base: a última versão publicada.
Local: a edição manual do PO. Autoridade alta, nunca apagada em silêncio.
Remoto: fonte nova ou tela re-lida. Atualiza se só ele mudou.
Os dois lados divergiram: vira pergunta numerada, com os três textos à vista. A versão só publica quando todas fecham.
Feature estável não é reprocessada — isso é correção, não economia. Re-sintetizar o corpus inteiro a cada rodada explode em ruído.
3
Por dentro
A parte que um time técnico vai querer sondar: em que é feita, o que usa, qual a lógica de execução e o que protege o cliente.
Stack
Camada
Tecnologia
Por quê
Runtime
Node 18+, JavaScript puro em módulos ES. Monorepo com workspaces npm: 18 pacotes @you-reqs/*, versão 0.1.5.
Sem build, sem framework, sem serviço. Roda na máquina de quem conduz e em CI do mesmo jeito.
Interface
Skills do Cursor — cada comando é um documento de disciplina que orquestra chamadas aos pacotes.
O modelo faz julgamento; o pacote faz a operação. Trocar de modelo não muda o artefato.
Leitura de fontes
pdfjs-dist para PDF, mammoth e word-extractor para Word, tesseract.js (OCR em WASM) como último recurso.
Tudo JavaScript ou WebAssembly: nunca exige binário nativo instalado, nunca depende do sistema operacional do usuário.
Análise do protótipo
espree — o portão de legibilidade percorre a árvore sintática do código. Nunca expressão regular sobre o texto-fonte.
A verificação enxerga estrutura real, não aparência. Não há como burlar com formatação.
Contratos
JSON Schema validado com ajv, para veredictos de teste e manifesto do workspace.
O que atravessa cada etapa é validado, não presumido.
Dados do protótipo
SQLite em WebAssembly quando o projeto é relacional; chave-valor só quando não é — sempre atrás de uma interface de repositório.
O protótipo já se parece com o sistema real, e a virada para banco de verdade fica mecânica.
Qualidade da ferramenta
Pipeline GitLab CI em Node 18, com estágios de lint, teste e publicação.
A própria Vyva é versionada e testada antes de virar release.
A lógica: transformadores sobre contratos de arquivo
O princípio que organiza tudo: cada etapa é um transformador com um contrato estável dos dois lados. O contrato é o produto; a skill é substituível.
Junta
Artefato
O que ele garante
1
Evidências em JSONL
Cada unidade tem identificador, origem (arquivo, página, seção), modalidade e peso. Fonte prioritária pesa mais e orienta conflito.
2
PRD + índice + registro de decisões
Requisitos e critérios com identificador cunhado pela máquina, cada um ligado às evidências que o justificam. O registro guarda cada instrução do PO, por fase, e sinaliza contradição.
3
Fatias do protótipo
Cada funcionalidade em cinco arquivos com papéis fixos: estado, ações, repositório, tela e intenção. Toda ação declara o requisito que atende.
4
Pacote de especificação
Interface, modelo de dados, casos de uso, matriz de rastreio e relatório de honestidade — levantados do código, não redigidos à mão.
Porque os papéis são fixos, a elevação final é mecânica: ações viram endpoints, o repositório vira modelo de dados, o estado vira entidades, a tela vira caso de uso. O modelo não reescreve esse trecho — ele só resolve nome ambíguo. Mesma entrada, saída idêntica.
A cadeia de rastreio, ponta a ponta
evidência E-0001 → justifica → requisito RF02 + critério CA06
→ implementado por → ação registrarChegada@req RF02
→ verificado por → teste do CA06 ⇒ veredicto
→ elevado para → endpoint na especificação
De qualquer linha da spec dá para voltar até a cláusula do documento que a exigiu, e avançar até o teste que a prova. É o que torna “protótipo é especificação” auditável, e não retórica.
Determinismo — onde ele está e onde não está
Determinístico
Cunhagem de identificadores e ligação de proveniência.
Montagem de índice, PRD e matriz de rastreio.
Cálculo de cobertura, prontidão e órfãos.
As sete checagens do portão e o merge de três vias.
As funções puras recebem o relógio e a versão por parâmetro — não leem a hora sozinhas. Rodar duas vezes dá o mesmo arquivo, byte a byte.
Probabilístico
A redação do enunciado e do critério.
O recorte das fatias e o agrupamento por significado.
A resolução de nome ambíguo na elevação.
Admitir isso é o ponto. A variabilidade fica confinada ao texto, que o PO revisa. A estrutura de que o time depende não varia.
Segurança e contenção
Dados do cliente
Leitura local. Contrato e PDF confidencial são processados na máquina de quem conduz. A extração não envia documento a serviço externo.
Sem dependência nativa. Nada de instalar binário na máquina do cliente para ler um arquivo.
Credencial fora do chat. Token de GitLab entra por ambiente ou prompt oculto, nunca é digitado na conversa nem gravado em texto puro.
Dois papéis quando preciso. Infra da YouX e repositório do cliente usam credenciais distintas, escolhidas pela operação — não por adivinhar o endereço.
Demo com senha em hash. A publicação guarda SHA-256 com sal; a senha gerada vem de bytes aleatórios criptográficos.
Contenção do agente
Teste de escrita antes de gravar. Cada comando tenta uma escrita real na pasta antes de começar. Falhou, ele para — zero gravação pela metade.
Para em vez de improvisar. Sem acesso ao GitLab, o fluxo é interrompido com a causa nomeada. É proibido instalar dependência, criar branch ou alterar configuração de git para contornar.
Push forçado proibido. Conflito no remoto vira aviso, não sobrescrita.
Escrita externa sempre sob ordem. Issue, wiki e sincronização exigem confirmação explícita, uma a uma.
Imagem não é fonte. Captura de tela não fundamenta requisito — evita que o agente leia o que quer ver.
Uma separação que vale citar se a conversa for de propriedade intelectual. A camada de método — as decisões de arquitetura e o porquê de cada escolha — não é entregue. O que vai para o cliente é o quê: requisitos, critérios, proveniência de produto e os documentos. A proveniência do requisito é entregável; a racional da metodologia, não.
4
Onde o PO entra
Uma pergunta por mensagem, com alternativas quando são previsíveis. Nenhuma gravação acontece no silêncio.
Momento
O que ela pergunta
O que ela não faz
Entrevista do zero sem material prévio
O quê, quem, quando, onde, por quê e como — só em regra de negócio. Reescreve o entendimento e espera confirmação.
Não escreve o PRD antes de fechar as fases. Não pergunta banco nem framework: isso é a spec, não o levantamento.
Checklist de fontes sempre, mesmo parecendo completo
Tem mais insumo? Tem link remoto? Qual fonte ganha num conflito? Depois, a lacuna que o documento deixou.
Não vira um trecho em um requisito. Não resolve contradição entre fontes sozinha.
Consolidação
Aprovado, ajustar um ponto, ou refazer o bloco.
Não cunha identificador antes do sim.
Groom no protótipo
“Isso refina esta história. Confirma?” Fala sobre campo ou tela pede um segundo sim. Depois de mudar uma fatia, oferece gerar o teste do critério.
Não grava história, tela ou teste em silêncio. Não abre issue a partir do groom.
Conflito
Mostra base, a edição do PO e a fonte nova. Ele escolhe um lado ou escreve um híbrido.
Não descarta a edição manual. Não publica versão com pergunta aberta.
Publicação
Sincronizar confirma antes. Wiki mostra o diff. Issue pede qual item abrir, um por vez. Demo pede a senha. Aceite pergunta se abre issue e se a demo sai do ar.
Não faz push forçado. Não grava wiki, issue nem aceite sozinha.
Groom, na prática
PO“O carregador só acompanha a própria estadia.”
VyvaLê as histórias daquela feature. “Isso refina a história do acompanhamento. Confirma?”
POConfirma, aponta outra história, pede uma nova, ou cancela.
A história fica gravada por feature, o relatório atualiza, e o GitLab não recebe nada.
Sprint é outro momento
O PO dá a ordem em linguagem natural e a ferramenta filtra o que já está pronto: enunciado, proveniência, ao menos um critério, requisitos ligados prontos, fluxo definido e nenhuma pergunta aberta.
Não cria história nessa hora, e também não publica no tracker. Quem reprova volta com a lista do que falta.
5
O que ela faz hoje
Os cinco passos são o caminho. O resto sustenta o trabalho depois que o caso existe.
Levantar
Entrevista /vyva-levantamento
Conduz o levantamento do zero, por fases, uma pergunta por vez, até um PRD rastreável.
Fundamentação /vyva-ground
Lê cada fonte e materializa evidências com origem e peso. Documento confidencial não sai da máquina.
Discovery /vyva-discovery
Sintetiza os requisitos reais com critério, porquê, para quê, quem pediu, dependência e glossário — tudo ancorado em evidência.
Materializar
Protótipo /vyva-sim-mvp
Gera o MVP simulado, fatiado por funcionalidade, com rastreio em cada ação e marcador visível onde a garantia é fingida.
Spec de construção /vyva-mvp-to-spec
Eleva o protótipo a interface, modelo de dados, casos de uso, matriz de rastreio e relatório de honestidade.
Texto para o cliente /vyva-doc-cliente
A mesma verdade em linguagem de validação: o que entra, o que fica de fora, como se usa, como saber que está certo.
Refinar e acompanhar
Groom /vyva-groom
Transforma a conversa sobre o protótipo em história daquela feature, sempre com confirmação.
Sprint /youx-refinamento-backlog
Aplica o gate de prontidão sobre as histórias existentes e grava o recorte da sprint, local.
Monitor /vyva-monitor
Sobe a página viva do relatório: contagens, fontes, requisitos, tela ligada à feature, pendências, com o protótipo ao lado.
Reconciliação /vyva-triangular
Mantém o continuum entre requisito, protótipo e spec, feature a feature, com os conflitos virando perguntas.
Versionar — o histórico que não se perde
Salvar /vyva-salvar
Checkpoint local e reversível. Sem descrição, a mensagem diz honestamente o que mudou.
Versões /vyva-versionar
Abre versão paralela, lista o histórico e junta de volta com prévia do delta. Conflito em linguagem de feature, não em diff cru.
Sincronizar /vyva-sincronizar
Manda a versão ao repositório de metadados e tenta merge normal. Confirma antes. Push forçado é proibido.
Integrar com o time
Conciliar /vyva-reconciliacao-profunda
Cruza as features com as issues existentes — e com diagrama e wiki, se houver — e descreve o work item. Lê o GitLab; não escreve.
Abrir issue /vyva-abrir-issue
Publica uma issue por vez, sob ordem explícita, a partir do item conciliado, nas seções que a casa já usa. Não cria branch nem épico.
Wiki /vyva-atualizar-wiki
Propõe regra, índice, glossário e decisão a partir da spec. O PO vê o diff. Sem sim, não grava.
Fechar com o cliente · manter a ferramenta
Demo /vyva-demo-cliente
Publica o protótipo navegável, com senha por padrão e aviso em toda tela de que é protótipo.
Aceite /vyva-aprovado-cliente
Registra a aprovação de forma auditável. Depois pergunta se abre issues e se a demo pode sair do ar.
Ambiente /vyva-configurar-ambiente
Um GitLab e um token no caso comum; dois papéis quando a infra da YouX e o GitLab do cliente são contas diferentes. Token nunca aparece no chat.
Migrar e atualizar /vyva-migrar/vyva-update
Encapsula projeto antigo preservando histórico; e puxa a versão estável da ferramenta.
O efeito colateral que vale citar: padronização
Requisito sempre com os mesmos campos. Critério sempre em Dado, Quando, Então. Issue sempre nas seções da casa. Protótipo sempre com a mesma anatomia de pasta. Histórico sempre em versão com checkpoint.
Trocar o PO do projeto não muda o formato do artefato.
6
O caso TABG
Fonte única: o manual Informações Portuárias — Terminais Aquaviários da Baía de Guanabara, 9ª edição, revisão 0.1, 2022, da própria Transpetro. Recorte decidido por quem conduziu: a troca de informações da estadia.
Que solução é essa
Um sistema para programar e acompanhar a estadia de um navio no terminal da Baía de Guanabara — do pedido de acesso até a autorização de descarga.
Hoje isso não é uma tela: é uma corrente de recados. A solução transforma a corrente num registro único da estadia, com estado visível, histórico e as travas que o manual já descreve.
De onde cada regra saiu
Nenhuma regra foi escrita de cabeça. São 23 evidências do manual de 2022 ligadas a 5 requisitos e 22 critérios.
Onde o manual silencia, a especificação não preenche: fica registrado como ponto em aberto, para a Transpetro confirmar.
Como funciona hoje, segundo o manual
Etapa
Quem participa
Como acontece
1. Pedido
Quem representa a carga, e a Transpetro
Alguém pede o acesso do navio ao terminal. O manual registra que esse pedido existe, mas não descreve o que ele contém, por qual canal sai, nem em quanto tempo a resposta volta.
2. Programação
Supervisor de turno, prático
O supervisor informa se a atracação consta da programação. Se não constar, o prático fundeia o navio e aguarda instruções. O terminal pode recusar atracação ou operação por inadequação, segurança, amarração ou risco a pessoas, equipamentos e meio ambiente.
3. Chegada
Navio, agência, autoridades, GIAONT
O navio avisa o ETA ao agente com 72, 48 e 24 horas, em hora UTC, por telex, telefone ou rádio; alteração sai com no mínimo 12 horas. A agência repassa ao terminal, e o formulário segue por fax ou e-mail ao supervisor. A hora oficial é a passagem pela Ponta de Santa Cruz — fora da barra, vale o fundeio. Na manobra, o navio chama o terminal no VHF canal 16. O GIAONT inspeciona e condiciona o aceite do NOR.
4. Descarga
Agência, programação da Transpetro, logística da Petrobras, GIAONT
Para slop, o agente informa quantidade e composição. A programação avalia os estoques com a logística da Petrobras e só autoriza se houver espaço nos tanques de terra. A transferência não começa antes da carta inicial, por terra e bordo, e da liberação do GIAONT — vale o que ocorrer por último.
Em uma frase para a sala: hoje a estadia é combinada por telex, telefone, rádio, fax, e-mail e VHF, entre cinco papéis diferentes. Os documentos do projeto não nomeiam nenhum sistema único que concentre pedido, programação e autorização.
O que a solução passa a fazer
Quatro funcionalidades, uma por etapa. Todas derivadas do manual — e todas percorríveis no protótipo.
Funcionalidade
O que o sistema faz
A trava que ele aplica
Registrar o pedido RF01
O pedido vira um registro com terminal, navio e produto, consultável, marcando o início formal da estadia. Deixa de ser um recado solto.
Sem os três dados, não segue. Prazo e volume não são gravados, porque o manual não os define.
Responder a programação RN01
Três respostas visíveis para quem pediu: a atracação consta; não consta, e o navio fundeia; ou a operação é recusada. A Transpetro pode alterar, e a mudança aparece no acompanhamento.
“Atracação consta” não é confirmação de berço. A recusa bloqueia chegada liberada e descarga.
Controlar ETA e chegada RF02
Cada aviso vira registro com data, hora UTC, tipo e meio. A chegada oficial é outro registro, distinto do ETA: barra, ou fundeio quando o navio espera fora. O histórico fica completo.
Hora só local é recusada. Aviso novo não apaga os anteriores. A tela não confunde ETA com hora oficial.
Autorizar a descarga RN02 · RN03
Só abre depois da chegada oficial. Para slop, exige quantidade, composição, espaço em terra e confirmação de estoque. Para os dois tipos, exige carta inicial, liberação do GIAONT e a troca de informações entre navio e terminal.
Faltando um desses, fica bloqueada — e o sistema não inventa volume. Carga comercial não herda os campos do slop.
Em volta das quatro: dois acessos distintos — quem pede acompanha apenas a própria estadia; a Transpetro tem painel do que falta fazer, lista de pedidos e o quadro dos nove berços do terminal, agrupados nos seis píeres que o manual cita.
O que ficou em aberto, para a Transpetro confirmar
Conteúdo, canal e prazo do pedido de acesso.
Qual apêndice vale para as informações da embarcação.
O que é o Anexo F, citado para carga, slop e lastro.
Se a carga comercial também depende de espaço em terra — o manual só escreve isso para o slop.
A própria hipótese do papel de “carregador”. O manual não usa essa palavra.
O que o protótipo deliberadamente não faz
Não conversa com sistema da Petrobras: a confirmação de estoque é um registro, não uma consulta. Não calcula sozinho as 12 horas de antecedência. Não consulta disponibilidade real de berço. Não tem e-mail, rádio nem servidor: os registros vivem no navegador. E guarda uma estadia por vez.
Como demonstrar
Estadia preparada
Navio Exemplo, óleo combustível, no TABG. Atracação consta, berço em aberto, avisos de 72 e 48 horas, chegada oficial na barra, descarga ainda não feita.
Roteiro seguro: primeiro o acesso da Transpetro e suas telas, depois o do carregador acompanhando a mesma estadia. Não envie um pedido novo — ele substitui o exemplo. Qualquer senha entra; é demonstração, não o acesso real.
O que prometer, o que admitir, e como responder ao que vier.
Geração de valor — o que dá para afirmar
Prazo
Um caminho só, da fonte até a spec, sem reescrever o artefato a cada mão que passa. O tempo que encolhe é o de entender e corrigir, antes da construção.
Não cite percentual. Não há ganho medido nos documentos deste projeto.
Qualidade
Requisito sem evidência não entra. Lacuna fica escrita em vez de preenchida. Todo requisito nasce com critério. Protótipo sem rastreio não vira spec.
O time recebe algo executável, não uma intenção.
Segurança
Do processo: regra ambígua vira sistema plausível e errado. Definir acesso, exceção e escopo negativo na spec custa menos que refatorar depois do código gerado.
Segurança do terminal — GIAONT, recusa, tanque — é assunto do exemplo, não oferta da YouX.
Limites — dizer antes que perguntem
Do método
Agente não segue toda instrução, e a mesma spec pode gerar código diferente. Revisão humana continua obrigatória — é o alerta da própria literatura.
Imagem, print e PDF escaneado não fundamentam requisito.
Sem PO disponível, o fluxo trava nas perguntas certas. A ferramenta não decide negócio.
Integração com GitLab exige acesso configurado. Sem isso ela para, em vez de improvisar.
Deste caso
Os 22 critérios não têm veredicto formal de teste. A navegação manual não os torna verdes.
Não há aceite da Transpetro registrado. O material pede correção.
“Carregador” é hipótese de leitura.
O quadro de berços e a sobreposição no PP-1 são dados de exemplo.
A reconciliação ainda não rodou: é uma primeira geração, não um continuum exercitado.
Se perguntarem
Pergunta
Resposta
Vocês entregam a ferramenta?
A entrega é a especificação das regras, com um PO alocado. A Vyva fica no método da YouX.
Isso não é o Spec Kit?
Spec Kit começa na intenção escrita pelo engenheiro, dentro do repositório. A Vyva começa na fonte do cliente, com um PO responsável, e entrega um protótipo navegável para corrigir antes do código.
Substitui nosso pessoal?
Não. O PO conduz o recorte e a decisão. Quem confirma o que a fonte não diz é a Transpetro.
Qual o ganho?
Uma jornada rastreável, com o que o manual afirma separado do que ele não afirma, pronta para construir sem completar lacuna. Tempo e custo medidos não estão nos documentos.
E a alucinação?
Requisito sem evidência não entra no catálogo. Identificador e rastreio são determinísticos. Onde o protótipo finge uma garantia, o marcador de simulado aparece na tela.
E o desenvolvimento?
A regra desce até tarefa — registrar o pedido de acesso sem inventar prazo, volume ou nome de navio. A construção vem depois da regra aprovada.
O que não dizer
Que houve conversa com consultor, dor medida ou resultado de negócio. Não está documentado.
Que a Transpetro já validou a jornada.
Que “carregador” é termo do manual.
Que o quadro de berços é a programação real do terminal.
Que os 22 critérios estão aprovados por teste.
Três provas para a mesa
1. Uma regra com origem no manual: sem espaço em tanque, o slop não é autorizado.
2. Um ponto em aberto: conteúdo, canal e prazo do pedido.
3. O relatório de honestidade, que mantém os 22 critérios como não verificados — é o que mostra que a ferramenta não enfeita resultado.